domingo, 21 de outubro de 2012

Eu nunca me senti tão completa e tão vazia ao mesmo tempo. Eu estou completamente livre, é tanta liberdade pra respirar, pra amar, pra fazer o que eu quiser, mas ao mesmo tempo, é uma prisão tão grande dentro de mim mesma. Eu posso jogar o meu celular na privada e dar descarga, posso colocar uma mochila nas costas e ir embora, pra nunca mais voltar, sem precisar escrever nenhum bilhete. Eu posso ficar o dia todo deitada na grama, posso jogar futebol até os meus pés doerem, posso deixar de comer ou posso raspar o meu cabelo, porque não preciso explicar nada disso pra ninguém. É tanta liberdade, é tanta coisa pra fazer que no final eu me sinto tão presa, tão sufocada. Talvez seja esse sol forte batendo na minha cabeça e me fazendo delirar, talvez seja tanto ar pra respirar, talvez eu esteja tão livre de tudo que me sinto longe de tudo. Eu nunca me senti tão feliz e tão infeliz ao mesmo tempo. Eu tive um fim de semana tão corrido, não tive tempo nem pra tomar um copo com água, mas dentro do meu peito estava tudo tão tranquilamente em paz. E agora, com o corpo em repouso, minha mente não quer me deixar relaxar. Estou sentindo uma agitação tão chata. Vou tentar dormir, com a certeza absoluta que o amor tem duas funções claras: destruir ou construir. E, infelizmente, me vejo destruída.

Um comentário:

Catherine O'bely Lestrange disse...

Oi, Lana, meu anjo, eu acredito que tem alguem fingindo ser você, e estou realmente preocupada. Você está bem? Como estão as coisas ai? Eu sinto sua falta.

partes de mim.