terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu não sei o que devo sentir.
Todos os dias eu penso nele, pelo menos umas duas vezes e fisicamente me sinto mal, embora não sinta vontade de chorar.
Eu me sinto totalmente ridícula, ele me abandonou quando eu mais precisei, ele não se importou com as minhas dores, ele não estava lá pra me dar a mão, mas mesmo assim é nele que eu penso quando vejo casais felizes na rua, quando sinto vontade de um beijo carinhoso ou um abraço sincero.
Eu não posso ser assim, ok? Isso é errado.
Minha semana está lotada, tenho coisas a fazer todos os dias, saio com muitas pessoas, me divirto, mas não sinto atração por ninguém, não desejo ninguém. É tudo muito superficial.
Tudo bem, isso vai passar. O ano está começando agora, as aulas começam em breve, vou conhecer muitas pessoas e aos poucos o nome dele vai saindo da minha mente.
Eu sou muito, muito e muito tosca, uma vez ele me disse "Eu não me preocupo que você vá embora, porque eu sei que em breve vamos nos encontrar de novo, porque você é a mulher da minha vida", algumas vezes realmente acredito, mas sinto como se fosse o fim.
Eu não tenho forças pra procurá-lo.
Senti raiva quando ele me deixou sozinha, quando ele não ligou pra perguntar como eu estava e quando ele mostrou não se importar, mas nunca deixei de amá-lo, nunca. O tempo todo eu só esperei um "Eu falei que iria voltar, estou aqui" e um abraço.
Tudo bem, isso vai passar.
Todos os dias é uma dia a mais, eu suportei mais um dia sem pisotear o amor que sinto por mim, eu preciso me amar mais.
Eu quero chorar, eu quero expulsar todos esses sentimentos. Eu tento ignorar com todas as minhas forças, mas é inevitável, todos os dias, pelo menos em algum momento, alguma coisa relacionada a ele vem na minha mente, perturbar meu sono e meu corpo.

Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não quis pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.

partes de mim.