Uma vez falei pra um amigo que eu só escrevo quando sinto saudades, depois de repetir isso tantas vezes, sinto até vergonha de escrever, porque sinto que estou admitindo publicamente que sinto a falta dos nossos velhos tempos.
Confesso que na maioria dos meus dias eu não penso em você, mas quando ocorre alguma situação que me faz lembrar, parece um chiclete nojento, que gruda em mim e não me solta mais, eu me esforço pra mandar essas lembranças pro lugar onde elas devem permanecer, lá no passado, mas elas adoram ficar grudadas em mim. E dói.
Eu estou cansada de repetir pra mim mesma que o sentimento passou, que eu não me lembro de mais nada, que você é um idiota, que eu queria que você morresse, mas eu não sou boa com mentiras, não consigo nem me enganar.
O amor é ridículo, eu estou a 4 horas de distância de você, não sei como você está, não sei se está se alimentando bem ou se ainda gosta de comer chocolates, mas mesmo assim esse amor grudento e chato fica implicando comigo.
Não tenho mais esperanças de que um belo dia vou acordar e pensar "Caramba, não sinto mais nada por ele", essa esperança já foi destruída a muito tempo, agora minha única esperança é acordar um belo dia e conseguir viver sem essa dor.
domingo, 1 de abril de 2012
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