De tudo que eu pensei que fosse ficar, poucas coisas realmente ficaram. Aquele sorriso alegre, o calor do seu corpo, o modo como você falava meu nome e como me olhava, coisas que eu pensei que sempre seriam lembradas, foram esquecidas. Na verdade, não posso afirmar que algo restou, parece que tudo foi arrancado. E isso não é ruim. Não sinto saudade.
Agora estou aqui, comigo mesma, mais uma vez.
As brincadeiras de criança, as lágrimas dolorosas, as palavras marcantes. O meu filme preferido, minha banda preferida, meu livro preferido, minha cor preferida. Minhas coisas, só eu. Também sou aquela raiva estranha que sinto toda vez que alguém toca no seu nome, sou também aquela carta na gaveta.
Pois bem, eis-me aqui.