sábado, 15 de janeiro de 2011

Eu precisava reagir, eu precisava. Então decidi sair, nada estava perdido. Estava sentada esperando mais uns minutos antes de ir pro meu passeio, então vi você passando pela rua. Fiquei parada, olhando você passar. Não consegui te olhar direito, mas fui em sua direção, você estava tão rápido. Eu tentei gritar seu nome, mas meu corpo se negou, acho que até ele sentiu medo de sofrer mais. Acompanhei você com os olhos, com o coração latejando e as mãos tremendo. Eu só consegui pensar nisso, pelo resto do dia.
Eu não estava errada em ficar calada, estava? Você continua o mesmo menino que eu me apaixonei a quatro anos atrás, o mesmo olhar castanho e brilhante, mas eu senti medo de que se tornasse mais difícil ter que suportar ficar mais um dia sem você, sabendo que você poderia não responder ao meu grito.
Eu estou me esforçando pra reagir, eu estou. Mas tudo que eu vejo ou penso, de alguma forma, me lembra você. Beijos na testa? Cócegas? Tudo isso faz meus olhos arderem.
Acho que você estava errado quando falou que sou a mulher da sua vida, que me amaria sempre, que estaria sempre ao meu lado.
Brigamos muito, quase todos os dias, mas eu me sentia bem quando estava com você. A gente brigava, eu ia pra casa, mas quando deitava na minha cama, eu pensava em você com carinho e sorria por saber que no dia seguinte poderia te abraçar.
Tudo o que eu poderia oferecer, era seu. Você não enxergava amor quando eu deitava no seu colo, quando eu fechava os olhos pra te abraçar, quando desistia de tudo pra ver você e quando te ligava de noite, pra saber se você tinha chegado bem em casa. Você não enxergou amor quando eu te abracei e implorei pra que você não fosse embora. Mas tudo foi amor, demonstrei o quanto te amo em cada uma dessas e outras atitudes.
Você foi embora, não estava comigo quando eu chorei, quando eu precisei, mas era em você que eu pensava.
Eu sou uma idiota, eu sei disso.

partes de mim.